Comunicação inteligente para empresas inteligentes

9 02 2010

 Por: Alessandra Assad***

“A tecnologia de informação está fazendo com que os custos de comunicação diminuam”. A afirmação de Thomas W. Malone*, professor de Management da Sloan School of Management, do MIT, e diretor-fundador do Centro de Inteligência Coletiva do MIT, nos leva ao fato de que estamos vivendo as fases iniciais de um aumento da liberdade humana nas empresas, que talvez hoje seja tão importante quanto o surgimento das democracias foi para o Estado um dia.

E isso está acontecendo porque pela primeira vez na história, podemos aproveitar os benefícios econômicos das grandes organizações sem abrir mão dos benefícios das empresas pequenas para as pessoas, como: liberdade, criatividade, motivação e flexibilidade. Mas, e qual o papel da comunicação interna para consolidar processos de gestão e reforçar a imagem da empresa junto ao público interno?

Para Malone, a intensa comunicação de que muitas vezes as pessoas precisam para trabalhar de maneira eficaz está se tornando mais barata e melhor o tempo todo. Com a pesquisa de opinião de baixo custo, feita pela web, e outras técnicas de pesquisa de mercado, as empresas podem saber rotineiramente a opinião de funcionários, clientes e outras partes interessadas, sobre todo o tipo de questão. Ele defende que se a utilizarmos de forma consciente e adequada, o processo flexível e descentralizado da tomada de decisão em mercados, talvez seja uma forma muito melhor de atingirmos muitos objetivos não econômicos do que geralmente imaginamos. E essa mudança tornou-se possível graças às novas tecnologias, que proporcionam que inúmeras pessoas tenham informações suficientes para tomar mais decisões por si mesmas, formando o chamado inteligência coletiva, que leva ao conceito de organização inteligente.

Segundo o professor, este tipo de inteligência jamais existiu antes no planeta. Para ele, organizações inteligentes não fazem só coisas boas, mas o fazem com velocidade. Ele é categórico ao afirmar que uma medida de inteligência é a rapidez. Mas, com que rapidez as organizações conseguem agir? Malone ressaltou que se queremos entender em que ponto estamos e como ter benefícios com essas vantagens, precisamos pensar em no que os seres humanos querem. E aqui, temos um ponto fundamental, é impossível entender o que os seres humanos querem se não fizermos bom uso da comunicação. É preciso ainda um pouco de ousadia para fazer com que a comunicação interna aconteça de maneira eficaz, e isso está diretamente ligado ao estilo das lideranças e a forma como é feita gestão dentro da empresa.

Malone defende que para ser um gerente eficaz no mundo em que estamos entrando, você não pode se prender a uma mentalidade centralizada. Precisa ser capaz de se mover com flexibilidade. Precisamos mudar a nossa forma de pensar, deixando de comandar e controlar para coordenar e cultivar. Quando você coordena, organiza o trabalho de modo que coisas boas aconteçam, esteja você no controle ou não, já que a coordenação enfoca as atividades que precisam ser realizadas e as relações entre elas.

Em vez de simplesmente dizer às pessoas o que devem fazer, os gerentes cultivarão cada vez mais suas organizações e as pessoas dentro delas. Malone explica que para cultivar algo com sucesso, é necessário entender e respeitar suas tendências naturais, ao mesmo tempo em que tenta lhe dar um formato que você valorize. Em vez de tentar impor a sua vontade ao sistema, você tenta chegar a um equilíbrio entre quanto controle deve exercer e o quanto deve abrir mão dele. Talvez a melhor maneira de comunicar essa decisão seja deixando as pessoas perceberem que podem falar, fazer e serem ouvidas. “Quando você tem padrões claros para avaliar os resultados das pessoas, não precisa gastar muito tempo revisando e analisando as decisões delas. A maior parte desses padrões não é documentada em manuais de procedimento; faz parte da cultura não escrita da organização”. Pense nisso!

*Thomas Malone conduziu o Special Management Program sobre O Futuro dos Empregos, que foi realizado em São Paulo pela HSM do Brasil.

***Alessandra Assad é Diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora universitária e em MBAs, colunista de vários meios de comunicação e palestrante.





Administre seu tempo com paixão

26 01 2010

Por: Wagner Campos – www.administradores.com.br

A paixão é algo muito interessante. Diferente do amor, mas não há como estar isolada dele. Na verdade, segundo dicionário, ser apaixonado é estar entusiasmado, defender com paixão, enfim, é uma ampliação do amor. Quando estamos apaixonados, transpiramos o amor. Esta transpiração envolve a alegria, realização a satisfação e a motivação.
Se você imagina que estou falando de relacionamento amoroso com outra pessoa, é aí que você se engana. Estou me referindo ao trabalho!
Quando somos apaixonados por nosso trabalho e amamos o que fazemos, somos mais realizados, atingimos melhores resultados, somos mais criativos, nos tornamos referência e nos diferenciamos e ainda possuímos uma melhor qualidade de vida.
Ser apaixonado por sua atividade não significa trabalhar demasiadamente. Ao contrário, significa trabalhar o tempo necessário de forma a não se sentir pressionado, insatisfeito, desgastado ou frustrado. Quando você tem paixão pelo que faz você tem maior foco, logo, aproveita melhor seu tempo pois sabe utilizá-lo adequadamente e produtivamente. Desta forma, você consegue dedicar mais tempo a você e para sua família.
A paixão pelo que se faz tem que estar aliada a paixão por sua família e pelas pessoas que lhe querem bem.
Evite pensar apenas em plantar hoje para colher amanhã. Colha os frutos disponíveis hoje e desfrute dos momentos agradáveis e únicos que foram oferecidos a você.
Assim como a perda de um prazo e atraso no trabalho podem trazer prejuízos irrecuperáveis e talvez fazer com que perca alguns clientes, a perda dos momentos com as pessoas que ama também pode ser irreversível. O primeiro passo dado ou a primeira palavra pronunciada por seu filho, caso você não esteja presente, não contará com sua participação desta vitória. Você poderá desfrutar de novos passos e da repetição das primeiras palavras, mas o momento da maior conquista você terá perdido. Uma viagem de lazer adiada poderá demorar a ocorrer novamente pois sempre ficará em segundo plano.
Administre melhor seu tempo. Programe-se para desenvolver novos projetos, para realizar as ligações necessárias, para conquistar novos clientes, para superar desafios, para praticar um esporte, para ficar com a família, para realizar uma viagem, para passear etc.
Seja apaixonado por todos os momentos de sua vida e por todas as atividades que realiza. Seja grato pelas oportunidades em conquistar novas vitórias e desafios diariamente, bem como ter a oportunidade de jamais desistir das coisas que ama, administrando seu tempo de forma a desfrutar de cada momento com muita alegria, realização e motivação!

Wagner Campos, com graduação em Administração em Comércio Exterior pela FECEA/PR , tem especialização em Marketing pela FECEA/PR e Formação de Professores para o Ensino Superior pela UNIP/SP.





Estratégia: essencial há 2.400 anos

20 01 2010
Por Carla Z. Salgadowww.administradores.com.br

O ambiente contemporâneo empresarial exige das organizações mais planejamento e visão de longo prazo – seja em tempos de crise ou não. E, ao contrário do que se imagina, não foi a globalização que trouxe a necessidade de planejamento. As empresas da primeira metade do século passado que sobrevivem até hoje, tornando-se importantes grupos empresariais, se destacaram porque tiveram criatividade e gestão de visão, antecipando e preparando-se para o futuro.

Planejamento é uma ferramenta administrativa para traçar e se programar antecipadamente rumo ao objetivo, que pode ser estratégico, tático e operacional, variando de acordo com o prazo, detalhamento das ações e característica de abordagem. O planejamento estratégico deve projetar a empresa como um todo em longo prazo e de maneira institucional. De seu desenvolvimento surgem os planos táticos, que envolvem os departamentos e são executados pelos níveis intermediários da organização. E, num nível abaixo, na base da pirâmide, vêm os planos operacionais, que abordam tarefas ou a operação isoladamente em curto prazo.

Os passos principais de um planejamento estratégico envolvem, a princípio, a criação ou manutenção da missão, visão e valores da empresa, os quais definem a razão de ser da organização, o que ela espera para os próximos cinco anos em termos de conquistas qualitativas e/ou quantitativas e a definição dos aspectos que a valorizam na prestação de seus serviços e do desempenho esperado de seus colaboradores e fornecedores

A partir destes marcos, definem-se as metas quantificadas em indicadores de desempenho corporativos de acordo com o setor em que está inserida a empresa, e, para a sua consecução, são definidas e priorizadas estratégias, derivando em planos de ação táticos e operacionais em que se estabelecem responsáveis para o cumprimento das ações, detalhando o custo para cada projeto e seu objetivo final, bem como indicadores como medida de desempenho.

O planejamento estratégico é um processo de cinco anos, cujo principal objetivo é desenvolver planos de ação coerentes com os propósitos da organização e com seu mercado de atuação, ser exequível e aplicável, e para tanto, desenvolvem-se ações com período de execução prevista de dois anos.

Nota-se, pelos prazos explicitados, que não há necessidade, portanto, de se manter uma área específica responsável pelo desenvolvimento do plano bienal ou quinquenal, e deste juízo advém à terceirização do planejamento estratégico cada vez mais usual, especialmente para as empresas de middle market, que têm seus recursos financeiros inteligentemente limitados.

A consultoria em planejamento estratégico direciona o trabalho, trazendo a experiência das melhores práticas de mercado à realidade da empresa, somando o histórico e conhecimento do corpo diretivo que participa ativamente do desenvolvimento do plano, com o suporte da consultoria no sentido de orientar e desenvolver projeções de resultado, investimentos necessários e retorno esperado, trabalhando a curva de maturidade das metas traçadas, além de organizar todo o trabalho, envolvendo todos os colaboradores.

O conceito de estratégia nasceu na China no século IV a.C. com o tratado A arte da guerra, de Sun Tzu, que abordou os princípios necessários para a formulação da estratégia de guerra, como a escolha do local de batalha, concentração de forças, precisão de ataque e gestão das contingências em forças diretas e indiretas.

O general francês André Beaufre defendia a força na resolução de conflitos e Maquiavel deixava clara sua posição na famosa citação “os fins justificam os meios”, entretanto Sun Tzu, que foi o pioneiro a escrever sobre estratégia, se destaca porque defendia, acima do conceito físico, o conhecimento. “Se você conhece o inimigo e se conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas” – Sun Tzu.

Trazendo esta teoria ao mundo dos negócios, pode-se afirmar que é da determinação do futuro esperado para uma empresa que se inicia a busca do sucesso e da estabilidade organizacional. Para tanto, é preciso que o planejamento estratégico seja definido pelo corpo diretivo da empresa, que é quem mais conhece suas metas e história, porém será fadado ao insucesso se sua difusão aos colaboradores for insuficiente ou ineficaz – sempre filtrando informações confidenciais -, pois é do trabalho coletivo em torno de um objetivo claro em comum, evidenciando seus benefícios, que provém o sucesso almejado.

Carla Z. Salgado é consultora sênior da Terco Grant Thornton, onde atua na Divisão de Serviços Especializados

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Fotos que fiz hoje cedo na Andaló (baixa resolução)

18 01 2010




Avenida Alberto Andaló: glamour e desolação

18 01 2010

Após mais uma madrugada de tempestade em Rio Preto, o cenário encontrado na Avenida Alberto Andaló, principal centro comercial da cidade e metro quadrado mais valorizado, era devastador.

Suas vias estavam interrompidas, com montes de pedras, poças de lama, bancos de areia. Um semáforo (da esquina da avenida com a rua Jaci) desapareceu.

Ao longo de seu percurso, a situação piorava e, em frente ao Rio Preto Automóvel Clube, palco de grandes festividades e berço do glamour rio-pretense, só havia desolação.

As notícias não confirmadas proliferam: na Av. Philadelpho, corpos foram resgatados; em frente ao Palestra E.C., um bombeiro foi arrastado; a BR 153 virou rio, a Avenida Bady Bassitt está destruída…

Não há como o poder público se esquivar de suas responsabilidades, isso é óbvio. Entretanto, não podemos apenas “culpar” a prefeitura e a infra-estrutura pelo estrago deste 18 de janeiro. É preciso reconhecer a parcela de responsabilidade da natureza, e de sua descomunal força, pela destruição da Avenida Alberto Andaló e de outros pontos da cidade.

E, se da natureza vem grande parcela de responsabilidade sobre essa onda recente de destruição, à qual Rio Preto agora está na rota, é preciso lembrar os mais antigos e alertar os mais jovens: a natureza vem reagindo à ação predatória do homem nos últimos cinco ou seis mil anos. Talvez estejamos perto da “hora da revanche”.

E a pior parte, é termos consciência de que somos todos corresponsáveis.

Por: João Paulo Vani

Fotos do Bruno Arantes: clique aqui

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Pense no Haiti, reze pelo Haiti

16 01 2010

Quando você for convidado pra subir no adro da
Fundação Casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos
E outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se olhos do mundo inteiro possam
estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque com a pureza de
meninos uniformizados
De escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada
Nem o traço do sobrado, nem a lente do Fantástico
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém
Ninguém é cidadão
Se você for ver a festa do Pelô
E se você não for
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

E na TV se você vir um deputado em pânico
Mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo
Qualquer qualquer
Plano de educação
Que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua
sobre um saco brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo diante da chacina
111 presos indefesos
Mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos
Ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres
E todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti
Reze pelo Haiti

O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui

Letra: Caetano Veloso





Natal 2009: já escolheu seu presente?

12 12 2009
Natal

Já escolheu seu presente de Natal?





Grupo HN sorteiará livro pelo Twitter. Participe!

10 12 2009

Quer ganhar um presentão neste Natal?

O Grupo HN irá sortear um exemplar da edição especial de colecionador do livro “Bandido – Touro com Alma”.

Publicado pelo HN Publieditorial. o projeto foi concebido como livro de arte, medindo 25×25cm; é bilingue (português/inglês), numerado, com capa dura e traz mais de 100 fotos do Touro Bandido.

Para participar é simples:

Basta seguir o @GrupoHN no twitter e retuitar a seguinte mensagem:

“Quero ganhar um livro do @GrupoHN neste Natal – http://bit.ly/2eDw5U

O sorteio será realizado pelo Sortei.me no dia 21 de Dezembro.

Para saber mais sobre o livro “Bandido – Touro com Alma”, clique aqui.

Não deixe de participar. Boa sorte!





A sua benção, padrinho!

23 11 2009

Fui ontem, pela quinta vez, assistir “Os Paralamas do Sucesso” ao vivo em Rio Preto. Herbert, João, Bi e toda a trupe vieram apresentar o novo show “Brasil Afora”.
Assim como nas três últimas vezes, fui preparado para um show cheio de surpresas, com músicas incidentais e maciça participação do público e, claro, não me decepcionei.
Tão logo as luzes se apagaram, veio à minha cabeça um verso dos Titãs: “A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade” e, ali, no ginásio do SESC, as chamas vinham dos visores das centenas de celulares, capturando o início do espetáculo.
Herbert comanda o show de uma forma incrível; sua presença de palco continua a mesma e seu carisma… É algo sem tamanho.
Durante duas horas “Os Paralamas” tocaram músicas mais recentes, mais antigas, clássicos consagrados. Tocaram também Titãs e fizeram um breve tributo ao Raul – Viva a Sociedade Alternativa!
Dois momentos foram imensamente marcantes – e emocionantes – na noite de ontem: o primeiro, quando a banda voltou para o “BIS” e atacou de “Lanterna dos Afogados”.
Ali, naquele momento, enquanto Herbert cantava, me veio à cabeça a seguinte frase de Renato Russo: “Nunca se esqueçam que ‘Os Paralamas do Sucesso foram nossos (Legião Urbana) padrinhos’”. E é bem isso que tem feito “Os Paralamas”, guiado – com a sua lanterna metafórica – toda a geração adolescente dos anos 80 e 90, pelo rock nacional arrebanhada, sedenta por apresentações com novidades e resgates. Herbert se torna assim o padrinho de todos nós.
E o segundo momento, magistral, foi quando estavam cantando “Óculos” e Herbert substitui o verso: “Por trás dessa lente também bate um coração” por “Em cima dessas rodas também bate um coração”. Deixou claro seu recado contra qualquer tipo de preconceito aos Deficientes Físicos.
Fica a dica: “Os Paralamas do Sucesso”, show que sempre vale a pena.

Por: João Paulo Vani





Urbana Legio Omnia Vincit

12 11 2009

Cheguei ontem ao SESC para o show do Dado Villa-Lobos cheio de expectativa. Já na entrada era possível sentir as altas doses de boas energias que pairavam sobre todos (nas filas para comprar ingresso, fila para comprar bebidas, rodas de conversas).
Com pouco mais de dez minutos de atraso – ocasionados pelos fãs de última hora – Dado subiu ao palco e emendou quatro músicas de sua carreira solo antes de dar boa noite a todos.
Dado se mostrou despretensioso, cantou suas músicas, as pessoas acompanharam e, de repente, aos primeiros acordes de “Um dia perfeito”, ficou claro o que todos estavam fazendo ali. E, nesse começo perfeito, saudou a todos os sedentos por um pouco de aproximação com tão bons momentos do passado com os versos “São as pequenas coisas que valem mais / É tão bom estarmos juntos / Tão simples: um dia perfeito”. É, não poderia ter começado de forma melhor…
O ginásio estava cheio embora não estivesse completamente lotado, até por que isso não tinha a menor importância, afinal, assim como eu, muitas pessoas estavam ali para, durante aproximadamente duas horas, poder “voltar a viver como há dez anos atrás”.
Alguns não sabem, mas Dado Villa-Lobos é sobrinho-neto do grande compositor Heitor Villa-Lobos, gênio da música, maior expoente da área durante o modernismo e um dos mais importantes para a música brasileira durante a primeira metade do século XX. E ali, estava ele, com sua guitarra, mostrando a todos que sabe a importância de ter feito parte de uma das bandas mais importantes da segunda metade do século XX.
Dado cantou diversas músicas da Legião Urbana – ainda que muitas tenham ficado de fora, o guitarrista da banda arriscou “Por enquanto”, não com o arranjo original, mas na versão de Vanessa da Matta.
Enfim… Ali estava Dado, não como um gigante no palco, como Renato Russo, mas representando, metonimicamente, a Legião Urbana.
Valeu a pena!

Ouça no volume máximo!

Por: João Paulo Vani